26 fevereiro 2007

Quinta-feira, 01


ENCONTROS DO OLHAR

Fotografia e Arte Contemporânea
(ciclo de conferências)
com

André Cepeda
21h30
Instituto Português de Fotografia
rua da vitória, 129
porto
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André Cepeda
A obra
O projecto artístico consiste em pontos de vista urbanos e semi-urbanos que configuram locais aos quais normalmente não é dado um estatuto de relevância particular enquanto imagens que conduzam a uma qualquer reflexão sobre aquilo que determina o nosso entorno contemporâneo.
A forma como enquadramos e nos relacionamos com a imagem é algo sobre o qual tenho vindo a reflectir. Isto leva-me a fotografar e a querer construir, cada vez mais, novas formas de olhar para a realidade e para o espaço que me é apresentado, como também os espaços e os momentos esquecidos ou rejeitados. Interessa-me criar uma imagem e relacionar-me com o seu espaço e contextos de recepção originais. Concentrando-me apenas na luz, no espaço e no tempo, crio novos contextos para as imagens, como se este tratamento quase escultórico lhes devolvesse uma dignidade aparentemente esquecida ou negligenciada. Estas imagens são momentos que propiciam uma reflexão mais alargada sobre o modo como construimos a nossa identidade cultural e social.
André Cepeda
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Programação: José Maia
Organização: IPF - Porto
Informações: José Maia tel: 933 288 141

3 comentários:

Nuno Ramalho disse...

esta imagem arrasa qualquer um, mesmo neste pequeno formato...
as fotos do cepeda estao cada vez mais impressionantes, parabens ao moço...

ainda hoje estava a ler sobre outro fotógrafo, o sr. wall e a expo que o sfmoma preparou sobre o seu trabalho e que vai inaugurar noutro moma, o de nova iorque (por ca chega em setembro);

acho que o vocabulario de cada um é bem distinto, mas onde encontro os dois é na capacidade de me proporem o nao visto a partir do massivo; as imagens que lentamente nos vao cegando, ou retirando a capacidade de as encontrarmos, nao sao as imagens que eu encontro no cepeda, ou no jeff wall. ou para usar uma pirueta fácil (apetece-me), talvez o sejam de outra maneira: como é que perdemos tanto tempo com outras imagens quando existem estas? nao nos salvam a vida, é certo - até porque sao agressivas.

é mesmo um olhar autoral mas, deslocado por uma imprecisao qualquer (o pleonasmo justifica-se, há alguma coisa nas propostas destes dois autores que nao consigo precisar, e ainda bem).

inscritas nessa qualidade parece-me que estas imagens acabam por derrotar expectativas (as minhas...nao sou grande apreciador de fotografia, e agora que estou na escola das escolas para fotografos, menos ainda) e aparecem num plano extra-ordinario, imagens que se debruçam sobre o que é ver, fora do simples e habitual reboque do mundo dentro de um plano limitado e pendrado numa parede - o que na minha bem inexperiente opiniao nao acontece com a maioria da producao artistica em torno da fotografia;

ou por opcao sistematizada e amplificada (ok, vou generalizar novamente: escola alema);

ou por chatice crónica/melancólica/romantica; os tiques autorais sao sempre mais faceis do que uma pesquisa mais aprofundada...o ryan mginley e os sus muchachos entretem/enternecem (riscar o que nao interessa) bastante, mas por falar em academismo...

ainda bem que a fudacao elipse pensa e investe o seu dinheirito de outra forma, digamos, mais paroquial - et voilá, meia dúzia de excelentes mcginleys para desfrutarmos (nós e os expectados turistas que iremos receber no futuro cada vez mais necessitado de belas artes) nas paredes da parede, buraca ou lá onde é que a elipse funciona... bem, antes mcginley (o gajo até é gay e podre de bom, por isso por mim tudo bem...go, brother!) que outras merdas ainda menores.

[outra nota aparte: é estranho ler sobre a "personagem" alexandre melo no meio de um artigo do ny times sobre estes cavaleiros contemporaneos; uma experiencia lynchiana?]

como nao estou a propor nenhum ponto de vista inovador sobre a actividade fotografica - apenas o meu, e a quente, confesso que o que tem piada é mesmo o poder de sugestao que as imagens do cepeda ou do wall produzem em mim: bastou-me ver esta pequena nota do cepeda para destatar o pensamento e a escrita.

e há uma questao que me sobra, ao generalizar abusivamente (quero lá saber... o blog é metade meu, e é!...) sobre estas imagens como o estou aqui a fazer:

o plano social, a inscricao no mundo de uma experiencia de diferentes intensidades (local, habitual, global, particular e de novo baralhar e dar de novo...) por outras palavras,parece-me que estes dois tipos sabem porque é que andam a fazer fotografias...

Anónimo disse...

olá!!
Concordo com os teus pontos de vista
relativamente à obra do André Cepeda

no Domingo li um artigo de Jornal onde o CEPEDA
referia a importância da luz
e a sua luz
a jornalista a importância da luz do Mar do Norte.
Quando li isto rememorei as imagens do CEPEDA
Verificando a importância da luz nas suas imagens
e na sua vida “A primeira coisa que quero ver quando acordo é com que luz me brinda o dia”

Mais adiante ficamos a saber que “Fotografa desde os 12 anos”
É incrível!!
As suas imagens revelam-nos um olhar fotográfico,
que é resultado de uma visão (in)formada pela fotografia

estes factos só vêm sublinhar as tuas leituras
até já
maia

oldmirror disse...

www.lab65.com.