30 abril 2007

Hoje, com o Público


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Livro editado por Miguel von Hafe Pérez,
volume IX da Colecção Público / Serralves

Com textos e imagens das obra dos artistas:
Manuel Santos Maia
Arlindo Silva,
Isabel Ribeiro,
André Cepeda,
Carla Filipe,
Eduardo Matos,
Isabel Carvalho,
Mafalda Santos,
Carla Cruz,
Ângelo Ferreira de Sousa,
Ricardo Valentim,
Pedro Paiva & João Maria Gusmão,
Marta de Menezes,
Pedro Barateiro,
Bruno Pacheco,
Carlos Bunga,
Carlos Correia,
Carlos Lobo,
Daniel Barroca,
Edgar Martins,
Hugo Canoilas,
João Serra,
Ricardo Jacinto,
Sancho Silva e
Sónia Almeida.

Ensaios de:
Miguel von Hafe Pérez – Posição: 2007
Slavoj Žižek – Golpes contra o Império?
Charles Esche – Propostas modestas ou por que razão "A escolha é limitada ao modo de delapidação das riquezas"
Rebecca Gordon Nesbitt – Explorar os meios de produção
Boris Groys – A solidão do projecto
Hito Steyerl – Política da Verdade: O documentalismo no campo da arte
Peter Osborne – Recepção na distinção: tempo arte e tecnologia.
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(Miguel von Hafe Pérez: crítico de arte e comissário de exposições, actualmente responsável pelo projecto Anamnese da Fundação Ilídio Pinho, onde integra o Conselho das Artes que está a constituir uma colecção de arte contemporânea portuguesa.)

9 comentários:

art&tal disse...

para te falar verdade nao gostei do toque de introduçao. tinha alguma areia

a lista é de luxo

gente que já deveria ter sido muuuuuuuuuuito falada.

e tu vais-me nomear e se me faltarem blogs eu meto lá o da ana malhoa e da sofia aparicio.

quem tás frita es tu porque te meto lá no meio

beijinho

cesar

nuno disse...

boa, até que enfim, pá!
sempre há alguma coisa para contrapor ao cenário desinformado do costume... já basta de tanto colonialismo lisboeta, que só revela o rídiculo português. num país merdoso, com o tamanho de uma ervilha, continuar a propor e promover um cosmopolitanismo serôdio em torno da capital e dos artistas por lá concentrados é o maior motivo de risota por parte dos 'outros' que tanto se quer impressionar...(a propósito, que 'outros' sao esses?)
parece que a 'elite artística' portuguesa continua interessada em apostar no seguro, garantindo dessa forma o crónico atraso português.
no mapa de portugal, as coisas estao a acontecer, como de costume aliás, um pouco por todo o lado, e ser-se ignorante da realidade que nos é mais próxima só revela o estado primitivo e acrítico de um país que nao sabe pensar, nem percebe para que é que os artistas servem (e é uma pena que dentro da minha geraçao, tantos artistas continuem sem se questionar).
acho que ainda apanho o livro quando chegar, para ler e ver com calma.

intruso disse...

got it!

Manuel Santos Maia disse...

Olá AMIGOS!!
Aqui vão as listas da actividade artística na cidade do Porto,
nos últimos anos, (1999 – 2007) nos espaços alternativos ao circuito comercial e institucional, dirigidos por artistas.
(é o resultado de uma soma de cópias de um documento que tenho vindo a construir, deve ter falhas, não me levem a mal. E já agora, somem ao que está o que falta, ok?)
gente isto dá mesmo trabalho a ler
Imaginem a compilar
Então
Vamos começar
E começamos pelos
artistas = comissários / organizadores - Criadores de diferentes áreas que têm realizado vários eventos interdisciplinares ou não onde têm apresentado as sua obras e as obras de mais de oito dezenas de artistas.
E os nomes são…
João Sousa Cardoso + Isabel Ribeiro + Nuno Ramalho + Renato Ferrão + Susana Chiocca + António Lago + Eduardo Matos + Mafalda Santos + André Sousa + Carla Filipe + André Sousa + Catarina Felgueiras + Isabel Carvalho + Jonathan Saldanha + Miguel Carneiro + Carla Cruz + Aida Costa + Marco Mendes + João Marrucho + Inês Moreira + Paulo Mendes + Rita Castro Neves + Pedro Nora + Arlindo Silva + Sónia Neves (e aguardem pelo novo projecto…) + Manuela T. Campos + Pupugrafik + José Maia (a minha pessoa) + entre outros
E quanto a espaços entre ateliers de artistas, o sótão da casa/apartamento, e ou arrecadações, WC – quartos de banho de uma casa antiga, as salas de casas e apartamentos, as lojas em centro comerciais ou outras como aconteceu na segunda edição do quartel – que são muito mais e diversos e atípicos – que poderia horrorizar qualquer artistas burguês –
E OS ESPAÇOS SÃO:
Apêndice + a Sala + Salão Olímpico + PÊSSEGOpráSEMANA + Mad Woman in the Attic + caldeira 213 + Projecto fig. + IN. TRANSIT + Ateliers Mentol + Maus Hábitos + JUP + Wasser bassin + Senhorio + CLAP + Matéria Prima – Print Project Wall + Oficina 201 + Labirinto + W.C. CONTAINER + Penthouse (Porto) + Four rooms, a kitchen and a view (Porto) + e há outros …

E quanto aos eventos
Entre exposições artes plásticas de e com fotografia, pintura, desenho, som, vídeo, instalações e mostra dedicadas exclusivamente ao vídeo, à performances, aos livros de artistas, às publicações e mostras de BD/ilustração, às mostras de desenho, concertos não convencionais e outros melhor comportados mas especiais também (e há tantos amigos a fazer música entre nós, tantos, tantos e os projectos multiplicam-se porque as relações que estabelecem entre eles permite novas formações), há ainda as manifestações /intervenções artísticas, empenhadas política, social e culturalmente, e elas são as intervenções manifestações terroristas do colectivo CEGONHA reunido para realizar especificamente o evento APAGÃO num a reacção aos prémios EDP, e ainda numa reacção a este prémio realizado em Serralves lembro-me da Carta Aberta/manifesto da Chiocca, a nossa LUTADORA actuou ainda durante as últimas eleições e noutras alturas em se indignou porque maltrataram o seu nosso trabalho colectivo (E GENTE, quem cuida do/s seu/s … mais não deve…), mas há também o Imperial pela Sociedade anónima, e o Quartel mas há ainda a referir – e prestem a atenção… a Arritmia – As inibições e os prolongamentos do Humano no Mercado Ferreira Borges no Porto + os Pontos+de+contacto I, II, III os três Circuitos de exposições por ateliers no Porto + a mostra de vídeo Francesinhas Mentiras
e Vídeo + o INTERNATIONALE KUNSTHALLE da Mafalda e do Daniel + o recente projecto XXS para pessoas dos 2 aos 6 anos e para os que os acompanhavam + e os já referidos Quartel - Arte Revolução e Trabalho, Porto + Apagão + Imperial +
há ainda as exposições “penso voltar” no Centro Cultural Emmerico Nunes em Sines + o “Primeiro Fim” na Galeria Museu Nogueira da Silva em Braga + a exposição “I like it hear can i stay?” na Zé dos Bois em Lisboa + a “That will bring us together” no Paço da Cultura da Guarda + a “Ask me why, and I`ll die” nos Maus Hábitos no Porto + a “Tivesse ainda tempo” na Galeria Municipal de Fitares em Sintra + a exposição “ancoragem” na Galeria Glória Vaz em Felgueiras + as exposições realizadas no GRANDE SUL com a MÃO AMIGA da nossa GRANDE SENHORA EGLANTINA MONTEIRO que tinha que ter o nome de “a Sul...” na Galerias Arco e Trem no Manuel Baptista em Faro + ainda a viagem da mesma exposição “a Sul....” até à Galeria Spatium em Tavira + a particular “ambiguiza-SE” na Casa da Cultura em Elvas (e que foi uma luta muito grande, não foi CHIOCCA??? – mais um pouco e ficávamos sem força para acreditar que se pode fazer coisas fora do porto ao qual estamos atracados mas VIVOS!!!) + a “Imersão Parcial” da Manuela T. Campos no Convento das Dominicas e por muitos lugares e museus de Guimarães + a “representa; acção!” na Galeria Casa dos Crivos em Braga + a excessiva “Adição de Acções” no Auditório Nacional Carlos Alberto do Porto (com tantas pessoas que conhecíamos tão mal e que agora olhando para estes anos todos vemos que são as pessoas que estão por aqui) + as “situações performativas” as mostra de performances no PêssegoPráSemana, Porto + a mostra de desenhos “a dizer...” realizada nos três espaços geridos por conhecidos e amigos e eles são a Oficina, os PêssegoPráSemana, e o olímpico tudo no Porto (e já com os meninos do Laboratório das artes de Guimarães) + a invulgar “pag. 133” a mostra de livros de artista dos PêssegoPráSemana do Porto + o “non” dos nascidos em Angola (Sumpta) , Brasil (Matos), Moçambique (eu) a residir nos PêssegoPráSemana do Porto + a mostra interdisciplinar “to play (and the monkey business) do E.Matos no Artemosferas no Porto + a intensa energia luminosa das acções, instalações e outras coisas híbridas apresentadas no “flash contacto”, no Artemosferas do Porto + o interdisciplinar, transdisciplinar “Pattern” da Maria Mir e do Jonahthan Saldanha dos resistentes lutadores SOOPA (e ainda ontem realizaram um concerto super especial no coreto do Jardim de Arca-D`agua) mas o evento (com concertos, performances, instalações, foi nos Maus Hábitosdo Porto + e ainda os “Objectos enviáveis / objectos inviáveis” do colectivo Zoinada e na Caldeira 213do Porto + e a não convencional “pink lotion” do mesmo colectivo de SENHORAS as Zoina da Caldeira 213 do Porto + mas ainda há a referir as exposições da Isabel Ribeiro na TROFA, foi bonita a viagem, a tarde passada na casa que abrigou mais uma exposição (Belinha… tens que mostrar estas imagens num blog qualquer, ok?)
bem…
são muitas coisas não são??
Não dá para dizer que não aconteceu,
que não foi realidade,
pois não?
É muita a entrega,
é grande a dádiva,
é o que nos tem mantido por aqui, unidos
a acompanhar e a estar acompanhados
e
cada exposição acontece, quase sempre pelos nossos próprios meios (o pouco ou nenhum dinheiro e falo de cêntimos não de EUROS) dos artistas e ou programadores)
e estes cêntimos têm que dar para pagar a produção dos trabalhos, dos flyers, a divulgação por correio, pelo porto (cafés, escolas, bares, instituições artísticas) e por e-mail (na altura teríamos que ir para um espaço qualquer com computador e net) e os próprios espaços expositivos (que pagamos com todo o gosto pois acreditamos no7s PROJECTOS, nas PESSOAS, no que CONSTRUIMOS) como a chiocca diz num dos manifestos: “é louvável um tal empenhamento, (…) porque querem mostrar, (…) querem fazer, (…) Querem continuar…”
AMIGOS como disse falta aqui muita coisa
podem SOMAR, adicionar as que faltam à lista incompleta, ok?
Até já
maia

Manuel Santos Maia disse...

Oi!!
só agora é que me lembrei
ainda faltam os nomes dos artistas
eu que ando sempre a dizer, a criticar que o nome dos artistas nunca são referidos na divulgação dos eventos e ou mostras colectivas
eu próprio caí na mesma asneira
peço DESPULPA a todos
mas
vou tentar fazer uma lista
com os mais de 80 artistas que por aqui andam
quem quiser começar a fornecer os nomes de alguns
agradeço
até já
maia

isa disse...

Maia,
agora tu é q m deixas-te um pouco tonta...
(esta lista vai-m ajudar a completar os links! gracias,
acho q n t esqueceste de nada!!)

(um blog p'á trofa a sair!) :)

até amanha
bjs

Manuel Santos Maia disse...

BOA!!!
que venha o blog da TROFA.
até já
beijos
maia

Anónimo disse...

Isabel Carla, Zé & CIA:

Estiveram bem em levantar certas questões em Serralves, mas penso que se deveria ter falado também de outras coisas, nomeadamente:

1- Porque é que aparecem tantos trabalhos de gajos de Lisboa no livro do Von Hafe, quando são quase todos uma merda? - O espírito burguês que exala das "obras" de Carlos Correia, Carlos Lobo, Daniel Barroca, Sónia Almeida, Bruno Pacheco (que nem tem comentários para a péssima pintura que produz), quase me deu a volta ao miolo. Por momentos revi-me em Paulo Portas, ganhei tiques abichanados e ia mesmo encomendar a discografia completa do Luís Represas, se o Miguel não tivesse vindo com a injecção.

2- Porque é que os comissários têm todos nomes germânicos? Será o ressurgimento da extrema-direita em Portugal?

3- Onde é que o Ricardo Nicolau corta o cabelo? E porquê, Meu Deus? Porquê?

4- Porque é que ninguém escreveu sobre as mega-exposições de Oeiras comissariadas por Paulo Mendes, esse D. Quixote das artes em Portugal, nem sobre as exposições do Olímpico em Guimarães e Coimbra? Será que existiram? Quem sou eu? O que faço aqui? Que é isto que trago no meio das... Lili?

Por fim queria apenas dizer que o encapuçado que sempre víamos nos espaços alternativos a mamar cerveja era afinal o João Fernandes! Aquela barriga de cerveja nunca me enganou...

Marco Mendes

8:55 AM

isabel disse...

Chamo a atenção para a discussão que está a acontecer aqui, a propósito da conversa/debate que houve em Serralves, aquando do lançamento deste livro, com o coordenador e alguns dos artistas participantes, e cujo mote era:
“O que significa ser artista hoje em Portugal? Modos de produção, canais de difusão e plataformas de recepção”