25 abril 2007

todos os dias


joseph beuys, la rivoluzione siamo noi, 1972

12 comentários:

isa disse...

... hoje e sempre...

Manuel Santos Maia disse...

olá gente!!
Vou aproveitar esta sugestão de reflexão do Nuno e do Beuys
para falar da exposição “A Terceira República”
Como era esperado o nosso João Sousa Cardoso
criou mais um momento muito especial
um momento de encontro, de reunião,
de exposição e confronto de ideias

a consciência do ser político
está aqui, no Mad Woman In The Attic
nesta exposição localizamo-nos relativamente ao outro, à sociedade,
relativamente ao lugar, ao pais, ao continente,
relativamente ao tempo em que vivemos
nesta exposição há uma (e tomamos) consciência de um tempo passado que nos elucida quanto ao presente.
Esta é uma exposição que convoca entre outros o Joseph Beuys (referido no post, um pouco mais acima pelo Nuno Ramalho) na necessidade de partilhar visões, trocar impressões e ideias.
O observador é respeitado sendo convocado a participar da reflexão que se expõe, o facto de a exposição não se confinar ao sótão, (espaço habitual da intervenção dos artistas) e estender-se ao espaço de convívio, conversa da sala do apartamento do André,
pareceu-me muito pertinente, pois convoca e acentua a necessidade de o observador reflectir sobre o que é exposto.
Quanto à exposição propriamente dita
É muito interessante o trabalho de apropriação de imagens proveniente de fontes tão diversas quanto, a história, a história da arte, a história do cinema e da fotografia e representações do teatro.
A presença das grandes ampliações que se aproximam ao ecrã,
mas também
as imagens textuais, as imagens pequenas dimensões,
contribuem para uma reflexão mais complexa, em rede e aberta, sobre a temática apresentada (também oralmente pelo João em conversa com o público)
e a performance da ANA DEUS?
Fantástica, notável!!!
Só um Portugal como este FALHADO, PODRE, BAÇO, SOMBRIO, e onde reina a mediania e a mediocridade é que uma criadora como a ANA DEUS não tem o reconhecimento merecido.
A forma de cantar, interpretar e de actuar revela a seriedade com que está na musica. Como constatamos não nos dá MERDA, mas algo de muito bom, especial, e do melhor que nos podem oferecer!!! As letras da Regina Guimarães, são brilhantes e da voz da ilumina todas as palavras de cada verso e do poema.
Que pena! Portugal não merece os nossos criadores.
Tem sido sempre assim. SEMPRE. Só a mediania é que impera.

Mas a poesia esteve ainda na boca do João e nas palavras da Natália Correia. Um poema muito apropriado que contribui para pensarmos o país.
Quanto ao público,
para quem diz que o publico é sempre o mesmo
aqui teve a prova de que o publico é heterogéneo e proveniente de diferentes áreas artísticas. Para quem conhece o João sabe que ele preza o conhecimento interdisciplinar e luta contar a especialização do discurso artístico e menospreza as abordagens que se reduzem ou se enquadram apenas nas artes plásticas.
Quanto aos conteúdos…
muito, muito há a dizer
vamos pensar em conjunto um pouco mais no que o João nos mostrou
e depois…
expor neste espaço
que é também um espaço de discussão
PENSAR PORTUGAL
Até já
Maia

art&tal disse...

claro

sempre.

se assim nao for morremos com uma quantidade de calhaus nos bolsos.

caimos no limbo

pois.... no limbo nao. já nao existe

Eduardo P.L. disse...

Nuno, parabéns pelo prêmio que seu blog, muito justamente, acaba de receber. Abçs

Anónimo disse...

é só estilo

m.i.m. disse...

belo

D. Maria e o Coelhinho disse...

beuys - o passado dos meus sonhos

o que eu gostei dele !
Mader mia!

Senti-me bem no teu blogue

postado por: D. Maria

Manuel Santos Maia disse...

Olá!!!
De volta ao espaço livre para se comentar,
Mesmo sabendo que continuamos a ter,
continua a existir um medo instalado
e continuamos a viver uma situação “pidesca”
onde quem fala contra
ou não age em conformidade
e ou não corresponde aos sorrisos de engate
dos que vivem e querem o servilismo,
porque se julgam com poder sobre os outros
(– e muitas são as tarefas que cabendo a cada um,
pelo trabalho a que se propõem e querem fazer),
nos últimos anos têm sido encarados por quem as exerce,
como poder

e com isto …
vamos ao que interessa...
ainda a propósito do trabalho do João Sousa Cardoso,
e do comentário anterior (2º comentário neste espaço da Isabel e do Nuno)

que como muitos de nós sabemos
e representamos nos nossos trabalhos,
o tempo que vivemos é um tempo de:
sombrio, de sombras (Isabel Ribeiro),
de MORTE - de vivência de/das mortes (Nuno Ramalho)
de ruínas, tempo de destroços de obscuridade (Nuno e Renato Ferrão e Luís Fortunato Lima)
é um tempo de alheamento (eu, Cepeda, João Sousa Cardoso, Daniela Paes Leão)
é um tempo de perda de ligações a outros, ao lugar, ao país ao mundo (e aqui todos nós temos fornecido muitas imagens para que isto seja visível, e incluo ainda o Arlindo Silva, a Sónia Neves a Carla Filipe, da Isabel Carvalho, a Mafalda Santos, a Ana Ulisses e claro o aprofundado trabalho da Chiocca). TODOS de alguma forma reflectem as ligações, as relações a comunidade, a sociedade a família, os amigos, o ser amado. E este ser amado é um ser que se estende ao politico e ao artístico.
Para que melhor se entenda e sublinhe a importância do amor não separado do resto, da vida
Lembro o conhecido e corajoso exemplo de Sá Carneiro que como integro que é/foi
devendo escolher entre política e amor,
escolheu juntar os dois.
Num momento político importante, recusou receber e também ser recebido pelas altas entidades católicas, caso a sua amiga (companheira – não casados pela instituição igreja ou outra) não pudesse entrar na sala.
Notável!!! Principalmente hoje, se atendermos aos carreiristas, e à forma de actuação comum que é contrária à referida atitude de Sá Carneiro.
Hoje, este, é um feito heróico.
O que reforça a ideia de que muito se perdeu.
Contudo, alguns nós,
temos mantido uma espécie de lealdade,
de fidelidade que nos liga, que nos une
e faz com que não prescindamos uns dos outros,
que incluamos o outro
e que não esqueçamos o que não está e ou o que está distante.
Até quando? Há quem anuncie e veja um fim eminente.
Bem…
mas isto só veremos depois dos actos realizados,
depois das acções feitas, depois do dito, e vivido.

Mas voltando ao sentimento de falhanço e de falha que temos exposto pelo nosso trabalho, ele é representado pelas referencias directas e ou indirectas à elite nacional portuguesa que contrariamente ao passado em que alguns tinham / tiveram um papel importante no país, hoje a inveja, a sua fraca e nula capacidade intelectual, (e esta é muito para um pais pouco desenvolvido a nível das ciências, da cultura da política, etc. – basta ver a ignorância dos políticos e decisores estatais e institucionais), a sua capacidade de criar conflitos políticos, sociais religiosos entre outros próprios de quem não sabe realizar a sua tarefa que seja governar, criar, decidir optando por criar conflitos que nos desviem do objecto central do problema. Os patrões os políticos os gerentes, os responsáveis são hoje ainda mais, oportunistas espertos e revelam pouco rigor, falta de honestidade, lealdade e como o patrão contra o qual muitos e muitos deles lutaram, hoje aproveitam-se dos outros de nós.

Bem ..
depois continuo…
vou ver o projecto do Jonahthan Saldanha
ao Jardim da Arca-de-Água
depois continuo o meu comentário que estava a fazer
(partindo dos trabalhos dos amigos e em especial do João Cardoso)
Até já
maia

nuno disse...

obrigado a todos pelos comentários, e ao maia por continuar a avivar as ideias para reflectir e debater.

eduardo p.l., eu e a isabel estamos agradecidos pelo sinal de reconhecimento que outros na comunidade blogger nos prestaram. em especial à alice e ao intruso, o nosso 'muito obrigado' sai directamente do coraçao.
confesso pela minha parte que ainda nao percebi muito bem o que é que tem de acontecer no seguimento destas nomeaçoes, conto com a isabel para ir estando atenta.

isabel disse...

cumprimentos estendidos ao Big Blog is Watching You!

obrigado aos 3!

art&tal disse...

e por falar nisso

meti o vosso blog na lista (this&that)dos que me fazem pensar e me dão alegria.

olha que vais ter que escolher 5 blogs por cada vez que o sobra chinesa foi eleito. tás frita.

bjs&abraços

c.

art&tal disse...

sobra chinesa?

só se for uma capa de telemovel.