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Há sempre um acorde que me escapa
de
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Vera Sofia Mota
(com a colaboração de Gustavo Sumpta)
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na
a sala
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Dia 29 de Fevereiro às 22h30
Rua do Bonjardim, 235 - 2º
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Esta trata-se de uma peça de dança onde a música adquire o lugar de essencial guia e mote de toda a sua formulação, numa relação em que é a intimidade com esta e com o espaço que a permite que vem, a cada instante, definir a instabilidade dos corpos apresentados. Nas palavras de Paul Valéry, «A dança é toda uma outra coisa. É sem dúvida um sistema de actos, mas sem fim em si mesmos. Não conduz a nada. E se persegue um qualquer objectivo, é um objectivo ideal, um estado de inebriamento, um fantasma de flor, um momento extremo, um sorriso que se forma finalmente no rosto de quem o solicitava ao espaço vazio.
Não se trata, pois, de efectuar uma operação finita, e cujo fim se situa algures no meio que nos circunda; mas sim de criar, e de manter exaltadamente, um certo estado, graças a um movimento periódico que pode ser executado no mesmo sítio; movimento que se desinteressa quase completamente da vista, mas que se excita e regula pelos ritmos auditivos.»
(Oxford, 1939)
Penso que é mais ou menos isto o que, com pouco mais, se está aí a fazer.
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27 fevereiro 2008
Sabado 01
inaugurações simultâneas na Rua Miguel Bombarda, no Porto
a partir das 16h
até
05 de Abril
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a sombra sugere as exposições dos três posts abaixo,
e ainda
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Voyager de Carlos Roque
na galeria Presença
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Thierry Simões
na Quadrado Azul
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a partir das 16h
até
05 de Abril
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a sombra sugere as exposições dos três posts abaixo,
e ainda
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Voyager de Carlos Roque
na galeria Presença
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Thierry Simões
na Quadrado Azul
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Se morrer morri
de
de
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na
Reflexus- Arte Contemporânea
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Lançamento dos fanzines:
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O adeus de João César Monteiro
Sem Rumo
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O adeus de João César Monteiro
Sem Rumo
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26 fevereiro 2008
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S de Saudade, O Passado e o Presente
de
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no:
In Transit
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"Só temos o passado à nossa disposição. É com ele que imaginamos o futuro."
Eduardo Lourenço, 1997
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S de SAUDADE, O PASSADO E O PRESENTE
Nesta exposição individual, Paulo Mendes apresenta um novo trabalho em vídeo da série S de Saudade.
S de SAUDADE, O PASSADO E O PRESENTE
Nesta exposição individual, Paulo Mendes apresenta um novo trabalho em vídeo da série S de Saudade.
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"O que é a verdade?" questionava Salazar em 1966 no seu discurso em Braga nas comemorações do 40º aniversário do 28 de Maio.
O seu rosto já envelhecido desafiava a assistência no seu habitual tom professoral. Restavam os aplausos concordantes de uma elite instalada e fora de tempo que enunciava o início da agonia do Salazarismo.
Este trabalho questiona, tal como os outros anteriores em que a fotografia e a pintura se complementavam, o papel das artes plásticas na representação do poder político.
O retrato foi sempre um tema recorrente na pintura. Que valor iconográfico e de relevância politica podemos hoje retirar ao olhar para retratos de Salazar e de outras figuras da sociedade portuguesa de diferentes épocas?
"O que é a verdade?" questionava Salazar em 1966 no seu discurso em Braga nas comemorações do 40º aniversário do 28 de Maio.
O seu rosto já envelhecido desafiava a assistência no seu habitual tom professoral. Restavam os aplausos concordantes de uma elite instalada e fora de tempo que enunciava o início da agonia do Salazarismo.
Este trabalho questiona, tal como os outros anteriores em que a fotografia e a pintura se complementavam, o papel das artes plásticas na representação do poder político.
O retrato foi sempre um tema recorrente na pintura. Que valor iconográfico e de relevância politica podemos hoje retirar ao olhar para retratos de Salazar e de outras figuras da sociedade portuguesa de diferentes épocas?
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"A invisibilidade constitui o próprio estado de Salazar. Ele é invisível e quer-se como tal. Só raramente se mostra em público e ainda menos em manifestações de massas. A sua pessoa física, a sua presença corporal não se expõem aos olhares (…). Esta forma pouco habitual de presença de um Ditador não escapou a António Ferro: "E este nome, Oliveira Salazar, (…) começou a diminuir-se, a encurtar-se, até se engrandecer na sua redução à expressão mais simples, até ficar sintetizado nesta palavra sonora Salazar. Esse nome, com essas letras, quase deixou de pertencer a um homem para significar o estado de espírito dum país, na sua ânsia de regeneração, na sua aspiração legítima duma política sem política, duma política de verdade."
José Gil, 1995
"A invisibilidade constitui o próprio estado de Salazar. Ele é invisível e quer-se como tal. Só raramente se mostra em público e ainda menos em manifestações de massas. A sua pessoa física, a sua presença corporal não se expõem aos olhares (…). Esta forma pouco habitual de presença de um Ditador não escapou a António Ferro: "E este nome, Oliveira Salazar, (…) começou a diminuir-se, a encurtar-se, até se engrandecer na sua redução à expressão mais simples, até ficar sintetizado nesta palavra sonora Salazar. Esse nome, com essas letras, quase deixou de pertencer a um homem para significar o estado de espírito dum país, na sua ânsia de regeneração, na sua aspiração legítima duma política sem política, duma política de verdade."
José Gil, 1995
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Ultrapassadas pelo avanço da história essas representações estão agora armazenadas em esquecidos acervos de museu ou em arquivos esquecidos de televisão, como adereços ou fragmentos de uma peça fora de cena.
Numa sociedade de brandos costumes, este lento apagar da memória corresponde a uma amnésia colectiva.
Ultrapassadas pelo avanço da história essas representações estão agora armazenadas em esquecidos acervos de museu ou em arquivos esquecidos de televisão, como adereços ou fragmentos de uma peça fora de cena.
Numa sociedade de brandos costumes, este lento apagar da memória corresponde a uma amnésia colectiva.
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(p.m. 2008)
(p.m. 2008)
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[kri :s]
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[kri :s]
de
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na:
Galeria Fernando Santos (espaço 531)
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[kri :s]
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Um máximo de matéria para um mínimo de extensão. É assim que surgem as pregas, sobre um tecido, mas também, e metaforicamente, na superfície em que se inscreve a nossa experiência do mundo. Longe de poder ser alisada, transforma-se numa complexa estrutura onde a informação, os resíduos e impurezas se vão acumulando.
[kri :s] é a tradução fonética da palavra de origem anglo-saxónica crease, que em português significa dobra, engelha ou prega. Mais do que um intermediário, esta representação de crease, revela-se a essência da palavra, na medida em que simultaneamente nos indica como deve ser pronunciada e como pode ser entendida, activando assim o seu significado.
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Há que sublinhar o facto de crease e crise serem palavras homófonas, ainda que com significados distintos na linguagem corrente, neste contexto, esta coincidência tende a ser mais do que fonética. Prega remete para algo que necessita de ser explicado, desdobrado, num processo de aproximação à verdade, que não está simplesmente escondida atrás de um véu, mas que é resultado do desdobrar, desenvolver de algo que está comprimido, enovelado.
É num terreno acidentado que os trabalhos aqui apresentados se situam, denunciando a implicação de um corpo, cuja presença nos é revelada apenas por indícios ou retratos incompletos, traços imprecisos e ambíguos. Fala-se de um corpo ausente, indiferente, de um corpo plano, de um fantasma.
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na:
Galeria Fernando Santos (espaço 531)
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Um máximo de matéria para um mínimo de extensão. É assim que surgem as pregas, sobre um tecido, mas também, e metaforicamente, na superfície em que se inscreve a nossa experiência do mundo. Longe de poder ser alisada, transforma-se numa complexa estrutura onde a informação, os resíduos e impurezas se vão acumulando.
[kri :s] é a tradução fonética da palavra de origem anglo-saxónica crease, que em português significa dobra, engelha ou prega. Mais do que um intermediário, esta representação de crease, revela-se a essência da palavra, na medida em que simultaneamente nos indica como deve ser pronunciada e como pode ser entendida, activando assim o seu significado.
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Há que sublinhar o facto de crease e crise serem palavras homófonas, ainda que com significados distintos na linguagem corrente, neste contexto, esta coincidência tende a ser mais do que fonética. Prega remete para algo que necessita de ser explicado, desdobrado, num processo de aproximação à verdade, que não está simplesmente escondida atrás de um véu, mas que é resultado do desdobrar, desenvolver de algo que está comprimido, enovelado.
É num terreno acidentado que os trabalhos aqui apresentados se situam, denunciando a implicação de um corpo, cuja presença nos é revelada apenas por indícios ou retratos incompletos, traços imprecisos e ambíguos. Fala-se de um corpo ausente, indiferente, de um corpo plano, de um fantasma.
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19 fevereiro 2008
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Uma exposição sem qualidades
de
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António Sousa
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no
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inaugura
Sábado, 23 Fevereiro 2008 - 22h
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até 30 de Março
(o projecto pode ser visitado por marcação ou aos sábados das 15h30 às 19h30)
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Press-release
Uma Exposição sem Qualidades
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A presente exposição de António de Sousa tem como título Uma Exposição sem Qualidades e remete-nos para essa obra maior da literatura do século XX, O Homem sem Qualidades, de Robert Musil. Nessa obra impregnada de ideias, Musil procura superar a dicotomia entre o pensamento e a experiência e evidenciar que não são inconciliáveis. O seu protagonista, Ulrich, acometido pelos mais diversos pensamentos, apresenta-se como um Homem sem propriedades, sem conotações valorativas. Uma entidade cujo ser se encontra disponível para todas as possibilidades e, como tal, aberto à experiência.
António de Sousa acredita que estes pressupostos continuam válidos e pertinentes, plenos na sua operatividade artística. Tem sido, aliás, na fissura existente entre as ideias e a experiência, e no assumir do risco e da concomitante possibilidade de falhar, que o seu trabalho se tem desenvolvido. Partindo dos pressupostos já enunciados, as obras agora apresentadas no espaço Uma Certa Falta de Coerência encontram-se numa particular sintonia com os propósitos dos impulsionadores do projecto expositivo e as condições físicas do espaço.
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Uma Certa Falta de Coerência
Rua dos Caldeireiros. 77
Porto
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.Antiga Praça do Anjo II
de
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Carla Cruz & Ângelo Ferreira de Sousa
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(Antiga Praça do Anjo I: integrado nas actividades do Projecto Apêndice)
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na Cooperativa Gesto
sita à rua de Cândido dos Reis, 64, Porto
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pelas 16 horas de dia 24 de Fevereiro (domingo)
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Em continuação todos os visitantes serão convidados a uma deslocação em Memória da desaparecida escultura: "a Anja" furtada das instalações do antigo "Clérigos Shopping" e retalhada para fundição em Dezembro de 2006.
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Será interpretado pela primeira vez o
Requiem metódico em Sol maior reflexivo von Calhau
(composição musical elaborada para o momento)
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09 fevereiro 2008
mini agenda
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Blaupunkt Blues
concerto de
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António Olaio & João Taborda
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na Fnac do Norteshopping, hoje às 22h
e
na Fnac Sta. Catarina, amanha às 17h
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(e ainda podem ver por marcação nas próximas 3 semanas, a exposição da Isabel Carvalho no Mad woman in the attic. informações aqui)
Blaupunkt Blues
concerto de
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António Olaio & João Taborda
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na Fnac do Norteshopping, hoje às 22h
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na Fnac Sta. Catarina, amanha às 17h
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(e ainda podem ver por marcação nas próximas 3 semanas, a exposição da Isabel Carvalho no Mad woman in the attic. informações aqui)
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