30 janeiro 2008

Alvíssaras aos dois!

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(a new space in town)
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Um novo espaço independente, a abrir na baixa da cidade
A boa nova foi dada por estes dois rapazes:
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André Sousa
e
Mauro Cerqueira
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O espaço ocupa o nº 77 da Rua dos Caldeireiros (onde já existiu a Caldeira 213) - inaugura com a apresentação do projecto e o lançamento de um fanzine, sexta-feira dia 01 de Fev. pelas 22h.
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e podem ler o texto de apresentação aqui
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e sexta-feira à mesma hora

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Les Voisins
na
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Culturgest - Porto
(até 19 de Abril)
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24 janeiro 2008

por Iowa

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Where Are You From? Contemporary Art from Portugal
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Carlos Bunga
Dina Campos Lopes
António Caramelo
Pedro Valdez Cardoso
André Cepeda
Teresa Furtado
João Leonardo
Eduardo Matos
Marta de Menezes
Rodrigo Oliveira
Miguel Palma
Nuno Pedrosa
Ana Pérez-Quiroga
Antonio and Paula Reaes Pinto
Pedro Portugal
Filipe Rocha da Silva
José Carlos Teixeira
Rui Toscano
Rui Valério
Manuel Santos Maia
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na
Grinnell, Iowa, Eua
a 01 de Fev.
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23 janeiro 2008

Arlindo Silva na MCO

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A Espuma dos Dias
de
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Arlindo Silva
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25 de Janeiro às 21h30
até 04 de Março
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na MCO
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22 janeiro 2008

António Olaio n'a Sala

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Dia 26 de Janeiro às 22h
n' a Sala
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António Olaio
apresenta
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Pictures are not movies 1984-2008
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A performance Pictures are not movies 1984-2008, versão de performance que já fiz em 2006 na Galiza, n'A Coruña e que posso eventualmente repetir noutros anos mudando 2008 para 2009… ou 2020 ou …, na relação com as minhas performances dos anos 80, tem este carácter de ir no sentido inverso do culto do carácter efémero da performance, da valorização da experiência irrepetível. E, de facto, essas primeiras performances em que dançava sem sair do mesmo lugar permanecem como presença subjacente a todo o meu trabalho como artista plástico.
Em 1984 dancei com uma paleta em cada mão no festival de performance portuguesa em Paris, no Centro Georges Pompidou, integrado nas comemorações dos 10 anos da revolução de Abril. Esse festival levou a que, no mesmo ano, o Egídio Álvaro fosse convidado a organizar outro festival em Amesterdão, na galeria Makkom. Numa das performances que aí fiz troquei as paletas por duas lâmpadas sendo a iluminação da cena gerada pela própria performance. Na relação entre a performance e a ideia de imagem, abria assim espaço para ampliar as potencialidades conceptuais.


Na performance que apresento agora no Porto, na Sala, troco o patético das cuecas e meias que me vestiam nas performances dos 80's pela Patética de Beethoven e, agora, a farda militar que visto pode sugerir este sentido de militância sem exército, e de militância de causa difusa mas centrífuga como esta dança cuja lógica coreográfica se baseia sobretudo na vontade de dançar.
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António Olaio
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a Sala
Rua do Bonjardim, 235 2º
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20 janeiro 2008

Prémio EDP novos artistas

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Terminou hoje a 7ª edição do Prémio EDP Novos Artistas, na Central do Freixo.
(informação aqui)
Ficam algumas imagens:
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André Sousa
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André Cepeda
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Mafalda Santos

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The Greatest Show on Earth
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Gustavo Sumpta

Se roubei foi porque tinha fome

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André Romão
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Campo de’Fiori (Parte I – o estádio iluminado)
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Campo de’ Fiori (Parte II – monumento à unificação)

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Pizz Buin

Projecto Casa


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(Depois de ver este Projecto Casa, sente-se saudades do Confidential Report,

na memória e no post seguinte: )

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na memória: Confidential Report

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Confidential Report
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Fernando Brito
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na Galeria Presença de 17 nov. a 13 dez.
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10 janeiro 2008

agenda para sábado

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The film series
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Vasco Barata
na
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galeria Reflexus
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(a 12 Janeiro às 16h)

09 janeiro 2008

prémio edp novos artistas 2007


andré romão (lisboa, 1984) foi o nome escolhido por um júri internacional (josé manuel dos santos, edp; adam budak, curador do museu de graz, áustria e um dos responsáveis pela manifesta de 2008; claude bussac, directora da photo españa; joão queiroz, pintor e vencedor do prémio EDP de desenho, 2000; e manuel costa cabral, director do serviço de belas-artes da fundação calouste gulbenkian), para ganhar os 10.000 euros relativos à sétima edição do prémio EDP novos artistas.

do comunicado da fundação EDP:

"o júri deliberou conceder o prémio EDP novos artistas 2007 a andré romão, justificando a sua escolha pelo equilíbrio entre o aspecto formal e narrativo do trabalho apresentado e pela capacidade de enfrentar e utilizar o espaço de um modo franco e generoso, abrindo-se ao espectador e aceitando e provocando a sua relação com a obra. estas qualidades anunciam a capacidade de desenvolvimento do trabalho futuro do artista, objectivo fundamental deste prémio (...) [andré romão] trabalha sobre o próprio meio e modo de fazer a arte construindo narrativas e reflexões a partir da exploração do desenho, da instalação ou da projecção de imagens-vídeo ou fotográficas que nos colocam numa evidente dimensão de melancolia."

o valor do prémio deve agora ser aplicado na continuidade da formação do artista (licenciado em design e comunicação pela faculdade de belas artes da universidade de lisboa), em viagens de estudo e/ou material para produção de novos projectos.

as propostas dos 9 seleccionados (para além de andré romão, foram seleccionados por delfim sardo, nuno crespo e joão pinharanda, entre cerca de 400 portfolios: andré cepeda, andré sousa, daniel melim, fernando mesquita, gustavo sumpta, mafalda santos, mónica gomes e o colectivo “pizz buin” que integra irene loureiro, rosa baptista, sara santos e vanda madureira) para a edição de 2007 do concurso, podem ainda ser visitada até ao próximo dia 20 no CACE cultural do porto (antiga central eléctrica do freixo). já neste sábado, dia 12, pelas 15 horas, terá lugar uma visita guidada com a presença dos artistas e do comissário joão pinharanda, que dirige os prémios edp.

06 janeiro 2008

© murakami


tomando de assalto um chavão alheio, é preciso estar dentro do avião para o poder desviar. infelizmente, tal não parece acontecer com o trabalho do japonês takashi murakami, exposto até 11 de fevereiro no museum of contemporary art de los angeles (la moca). preparou-se um olhar panorâmico sobre a obra deste artista: o arco cronológico começa no início dos anos 90 do século passado e avança até ao presente. o resultado é pouco estimulante: as formas vão avançando em presença, volumosas, estridentes, mecânicas, habitando o legado da cultura popular e nela se escudando. e no entanto... nem sequer se pode falar de supresas no desfiar da exposição; a estranheza face a alguns dos personagens da máquina murakami fácilmente se esvazia de mistério.


neste caso concreto, o trabalho de murakami estará aparentemente ancorado em elementos cruzados da tradição e modernidade japonesas, como (pelo menos nos termos mais reféns do discurso mediático que temos para nos servir) parece ser apanágio de toda a produçao cultural oriunda daquele país - sempre que o ocidente (e é sempre o ocidente que quer ouvir desta forma 'os outros') ouve falar da cultura japonesa contemporânea, a marca está já definida: casamento entre a herança milenar e o presente asfixiado pela tecnologia e pelo consumo… nunca há rupturas ou diferenças a assinalar esta convergência, para a qual sem dúvida terá igualmente contribuido takashi murakami. onde andarão os herdeiros de yoko ono nesta altura?(a existirem, como sem grande imaginação podemos intuir, para que servem? como servem? como diria alguém, não há ninguém fora do sistema; o sistema somos todos nós)


entendido como uma mais-valia, um argumento foi usado em defesa da instituição, por quem a representa, para justificar a exposiçao de murakami; as suas traduções da cultura japonesa seriam uma forma de resistência à massificação cultural imposta pelo ocidente. com este argumento nem apetece perder tempo; assinalo apenas que foi a ideia suportada para legitimar a existência, dentro da própria exposição, de uma loja louis vuitton que exibe e vende os productos concebidos por murakami para a empresa francesa, o que suscitou alguns protestos e comentários por parte de agentes do meio cultural de los angeles, mais ou menos ligados ao museu. parece que ninguém se importa muito com o ridículo ou a riqueza do paradoxo.


estas podem ser certamente entendidas como questões realmente periféricas em relação aos trabalhos de murakami, fortemente propulsionados por questões formais tão enebriantes visualmente como rasurantes quando se ensaia uma aproximação às ideias do autor. uma criança de cinco anos pode testemunhar isso mesmo.
mas podem de igual modo ser lidas como basilares numa abordagem que dê privilégio ao elemento dinheiro: é que tudo está presente sob o signo do mesmo. desde a fila ansiosa de visitantes que desejam (palavra-chave) comprar os múltiplos (depois ou talvez mesmo antes de os verem expostos) disponibilizados através da loja/livraria do museu, totalmente colonizada por artigos desenhados por murakami, despida de qualquer função que não o comércio; até à tapeçaria que cobre o chão da enorme sala onde se projectam com grande sucesso as experiências de animação do estúdio murakami (o video aparece, sem sobressaltos, como o suporte formalmente mais interessante a ser usado pelo artista e a sua companhia de produção); quer através da citada presença da empresa louis vuitton, apesar do seu espaço não se encontrar posicionado num ambiente familiar mas sim ligeiramente deslocado para o lado (e estou a supor, desconheço o interior de outros espaços da mesma empresa) e por isso mesmo permitir pensar em outras confluências de representação sobre o poder (económico, artístico; politico); quer ainda, para fechar a ideia da presença da produção, na formalidade dos objectos apresentados: monumentalidade, valor literal do trabalho implicado e dos materiais e técnicas escolhidos, condições de produçao dos projectos, etc.


ainda neste contexto, merece nota a proveniência das obras expostas… notei que um casal de los angeles disponibilizou muitas delas, o que pode levar a pensar a exposição noutras direcções, como a que põe em contacto as realidades históricas entre o japão e em particular a costa oeste dos estados unidos… mas o devaneio sustenta-se apenas durante breves segundos. depois o caudal acaba por voltar ao mesmo: o dinheiro e os seus fluxos a atravessarem e ocuparem de forma vibrante a construção e disseminação de um trabalho artístico que, expondo-se dessa forma também ela celebratória (e talvez involuntáriamente incómoda nessa mesma condição, sobretudo para certas castas mais ‘puristas’ e equívocadas que veem os seus trunfos ocupados e logo soltam as inevitáveis acusações de deturpação), acaba por ver as suas propostas secarem até se tornarem estéreis, precisamente por não se ocuparem dessa presença financeira com outra seriedade, optando, por exemplo, por traduzir a experiência simbólicamente única da devastação atómica no japão (que a cultura popular japonesa soube apropriar e bem em productos que vão do popular ‘godzilla’ até ao maldito ‘emperor tomato ketchup’, para – significativamente – ficar só pelo cinema) sob a forma de uma nuvem negra (ou branca, para dar andamento à ocupação pela variante com que as obras se parecem disseminar), com ar de caveira. não era precisa tanta subtileza… mas mais sinais são deixados no fecho da visita, com as obras mais recentes (ver a segunda imagem que acompanha este texto), a perderem a nítidez das obras iniciais, materializando uma outra paleta mais agressiva, um outro ruído construído ‘por dentro’ das obras e ainda pelas suas superficies, procurando outras direcções pouco divergentes e tornando essa mesma vontade num exercício de estilo pueril, fácilmente descortinado… curioso é o aparente silêncio em torno das referências a estas ‘rupturas’ mais recentes de murakami… o que prevalece é o que vende? serão derivações pouco sérias? não interessam?


voltando um pouco ao centro dos trabalhos, uma vez que na periferia pouco há para pensar apesar de haver muito para ver (e para comprar), com tanto dinheiro em jogo na produção das obras e na articulação da sua mostra, éticamente talvez não se possa fugir muito quer de um assobiar para o lado face às misérias da condição humana, quer de um mergulho de cabeça na experiência do capital. na minha opinião, partiria daqui um golpe de asa mais conciso e necessário ao artista; simplesmente, o convite ou incitamento não resulta porque não se afirma, com o autor nítidamente mais entretido em entreter. suponho (mas posso estar enganado… murakami pode ser muito mais inteligente do que um primeiro embate deixa perceber) que é em delírio que me deixo derrapar para este terreno, uma vez que as propostas concretas não me aquecem nem arrefecem nos seus próprios termos, ao contrário do que parece acontecer com a maioria dos visitantes do moca.


ou seja, relaccionar materialismo e espiritualidade (haveria melhor local para o fazer do que na cidade que acolhe a exposição? provavelmente, também por aqui se perde uma oportunidade) ocorre mais a partir daquilo que vou construindo durante e depois da visita à exposição, em torno dela, do que exactamente com o que ela concretiza ou efectivamente é. até aqui tudo bem, mas fico quase certo de que o despoletar deste processo, para mim estimulante, pouco se relaciona com o programa de murakami: materializar as figuras/personagens, que lá vão oscilando entre o delírio pagão ou místico (a batuta é que é sempre religiosa, mesmo que sob um pretenso olhar crítico, o que também dá que pensar).
mas como também tenho sempre presente, nós não vemos as coisas como elas são e sim como nós somos. Enfim, outro chavão alheio tomado de assalto…



bem a propósito, e como bónus, aqui fica um exemplo do melhor que murakami e a sua companhia de produção tem para oferecer... o juízo quantitativo deixo-o para quem dele se quiser ocupar. a minha opção inicial cairía sobre o vídeo que acompanha 'good morning', uma fabulosa música de abertura no último trabalho do músico kanye west (do qual a companhia murakami é responsável no que toca ao projecto gráfico); infelizmente, parece que esse vídeo só pode mesmo ser visto na exposição, pelo que aqui fica um dos resultados da colaboração entre as empresas murakami e louis vuitton. como sugestão para acompanhar este brinquedo, proponho pensar-se sobre a relação entre a institucionalização da cultura urbana japonesa e a que ocorre ainda sobre o hip-hop contemporâneo norte-americano. sob o signo, claro está do 'bling', sobejamente representado pela empresa de productos luxuosos. é bela, a complexidade do mundo!


© murakami, de 29 de outubro a 11 de fevereiro, MOCA the museum of contemporary art, los angeles (núcleo geffen contemporary)

05 janeiro 2008

pela Candido dos Reis,

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Casa Museu Laura Dias
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Inauguração, Sexta 11 de Janeiro às 21:30 no Espaço Gesto
até 02 de Fevereiro
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A artista Catarina Carneiro de Sousa propôs para o Espaço Gesto a construção da Casa Museu de uma mulher vulgar de nome Laura Dias. Dessa mulher pouco sabemos, e ainda assim este Museu tenta reconstruir a sua vida.
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"O parco espólio desta Casa-Museu consiste em tudo que Laura Dias deixou ficar quando partiu. A partir destes itens tentou-se reconstruir e conservar o espaço vivencial desta mulher, com o intuito de melhor a compreender e dar a conhecer ao público." Escreve Catarina Carneiro de Sousa.
Porquê a Laura Dias?
Que deixou esta mulher à humanidade para que se preservem os magros vestígios da sua existência neste espaço? Quem é na verdade Laura Dias, qual foi a sua ocupação, para onde a levavam os seus passos, em que pensava ela no saguão, e quem a observava?
Definirão esses poucos objectos; propriedade, ou não, de Laura; os nosso dias?
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mais informação aqui
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