29 dezembro 2007

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Até ao ano novo, uma memória do ano passado.
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"Sexta-feira" de Renato Ferrão & Nuno Ramalho
por
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21 dezembro 2007

Até ao fim do ano, por cedofeita

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O Projecto Apêndice
apresenta
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Gold Bar
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instalação de
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António Leal
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17 dezembro 2007

Última, por Cedofeita

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No último evento, o

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Projecto Apêndice
apresenta
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Gold Bar
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instalação de
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António Leal
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dia 18 (Terça-Feira) de Dezembro às 18h30
até 31 de Dezembro
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Projecto Apêndice
Centro Comercial de Cedofeita, Loja nº 100
Rua de Cedofeita - Porto
o.apendice@gmail.com
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14 dezembro 2007

Amanha

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Mostra de VÍDEOS
de
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Israel Pimenta
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Sábado, 15 de Dezembro, às 18h30
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A encerrar a exposição Most Things Haven't Worked Out, Israel Pimenta irá apresentar trabalhos em vídeo não presentes nesta exposição e, alguns, nunca apresentados ao público.
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Em screening, estarão os trabalhos:
EURO LOTO, dur: 3'37"
NO-BODY (QUIMERA), dur: 28'
ENQUANTO HOUVER PORTUGUESES, dur: 4'
(A)ROUND - PORTO, dur: 3'45"
MEU RICO PORTUGAL, dur: 2'28"
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13 dezembro 2007

a 15, n'a Sala

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Dia 15 de Dezembro às 22h30
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Susana Chiocca
apresenta
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apontamentos
(a partir de uma ideia de Gonzalo Cao)
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n' a Sala
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Rua do Bonjardim, 235 2º
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12 dezembro 2007

em guimarães, a 14 e 15

PROJECTO FÁBRICA
pelo Laboratório das Artes
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14 Dez. (sexta)
22h30: Ricardo Nicolau - "Não deixar fechar o elevador"
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00h00: Dj Scaramanga
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15 Dez. (sábado)

22h30: Lançamento do catálogo do Projecto Fábrica 2007
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22h30: In Tempore
23h30: Hugo Paquete - Synthetic sound to fit mind
00h30: OST – Original Sound Track
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(entrada gratuita)
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n'a Sala, a 14

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Tiago Afonso,
João Sousa Cardoso e
Regina Guimarães
em
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a Sala e a Hélastre

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contam contigo, consigo, convosco
para mais uma noite com unhas de fora.
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Será a 14 de Dezembro, por essas 22h30,
na

bela SALA aberta da Susana Chiocca
(sita rua do Bonjardim, nº253, 2ºandar).
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O João e o Tiago vão mostrar dois filmes:
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A INTERNACIONAL

e
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CEREJAS AO BORRALHO
muito desgarradamente selvagens e seus.
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A Regina reincide na leitura de

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JÁ NÃO
uma espécie de quase poema dramático
que não espera nem aspira à publicação.
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Haverá porventura mais contributos.
Aceitam-se bebes e comes a partilhar.
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10 dezembro 2007

"Porto em perspectiva"

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Revista ARTE & LEILÕES
(Dezembro 2007)

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DOSSIER PORTO :

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“A cena Artística da cidade do Porto, com especial incidência no domínio da arte contemporânea, há muito que se destacou como uma das mais interessantes, dinâmicas e multifacetadas no panorama nacional. (…) Na tentativa de descortinar as suas especificidades, bem como a origem das motivações dos seus principais actores e alguns dos desafios futuros, lançámos duas questões a alguns dos seus intervenientes: Alberto Carneiro (artista), Isabel Ribeiro (artista responsável por espaço alternativo), Manuel Santos Maia (artista), Fernando Santos (Galeria Fernando Santos), Nuno Pereira (Galeria Plumba) e Mário Altavilla Canijo (coleccionador). (…)”
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A & L - Que opinião tem sobre o actual panorama artístico da cidade (no domínio da arte contemporânea)?

A & L - O que poderá mudar no futuro?
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Respostas a estas perguntas, por:
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Manuel Santos Maia = Aqui
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Isabel Ribeiro = Aqui
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07 dezembro 2007

por D. Manuel II,

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Most Things Haven`t Worked Out
instalação de
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Israel Pimenta
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(as fotos seguintes de, Blues Photography Studio)
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«Acédia», o devir frívolo
por
Rui Ribeiro
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Na exposição Most Things Haven’t Worked Out de Israel Pimenta, composta por pintura, vídeo e som, encontramo-nos perante trabalhos que reflectem um agudo e convivencial discernimento da existência – de uma inviabilidade – que emana os seus convites criando suspensões de vontades, que resultam em tensões constantes. Tensões estas que o autor não limita somente a serem visíveis nas amplas rupturas que os choques civilizacionais nos habituaram. Mas que, de igual forma, encontram território a um nível micro-comportamental, no indivíduo. Prolongando-se aquém na sua vivência, contaminando quase sempre as possibilidades de encontro que ele possa vir a estabelecer, com as interiorizadas e desajustadas suspensões, que o tornam num indivíduo preso aos instantes, às fracções e num suspeitoso adiador. Em que, de vez em quando, a advertência de uma consciencialização poderá surgir como uma pinga na cabeça. Mas o que fazer? Se a pinga não é fria, nem vem a ferver...
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Águas mornas são o habitat natural da indiferença e da frivolidade. Que, numa Europa que parece ressentir-se da culpa do gigantesco fracasso que foi o incumprimento das promessas do racionalismo moderno, expõe-se como traumática cicatriz, centrando-se em posições de impasse, onde os mais descarados são capazes de ver comedimentos. A História da Europa, exegese do seu passado, faz uma oposição a si mesma. Abrindo espaço ao pragmatismo autoritário de países com uma História recente que, apoiando-se numa métrica comparativa em relação à Europa dos fracassos, verificam possuir ainda tempo de sobra para limitar a inconsequência dos seus actos.
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«A maioria das coisas não funcionou»; esse fracasso, que pode ser visto também como um desabafo, índole destes «ares do tempo» que respiramos, permite a Israel Pimenta veicular no seu trabalho pequenas narrações que se sobrepõem à História, essa narração maior. A filósofa Hannah Arendt, estabeleceu muito bem a diferença que existe entre indivíduo da “history” e o da “story”.
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No trabalho de pintura intitulado No Quarter, o autor apresenta-nos uma tela onde sucessivas velaturas sugerem uma espécie de camuflagem quase semelhante aos uniformes das figuras militares que ali se apresentam. «No Quarter» em calão militar significa não dar tréguas a quem se rende, inclemência para o opositor. Uma figura destacada, porque mais intencionalmente definida e trabalhada pelo autor, aponta uma subjectiva direcção no meio de escombros de uma Beirute constantemente martirizada por sucessivos conflitos, cuja desordem é representada na tela de Israel Pimenta através de um cenário em picado observador. Constituiu uma imagem idêntica àquelas que hoje tão facilmente assimilamos, de tão expandidas e divulgadas que se encontram. É apenas uma imagem que pela repetição desafecta, perde-se em destino aos que já não são um estar-entre, de que, bem vista as coisas, a palavra inter-esse é significante.
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O estado de acédia é esse desinteresse e é essa frivolidade. Aquela figura que aponta, ao não ser apenas um pedaço remanescente do que ali se poderá ter passado, remete para a possibilidade de inventar e imaginar uma outra narração, uma estória (story). E isto só por si desbloqueia. Sendo uma variação, difere das grandes linhas de contextualização dos nódulos que a aglutinadora História, juntamente com os grandes órgãos de informação propaga, apagando e marginalizando com o seu olhar exterior: des-inter-esse.
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A relação do indivíduo com o que lhe é extrínseco assume uma forma mecânica, em que uma oposição inevitável com uma dinâmica interior é uma das atitudes que o indivíduo encontra para procurar um equilíbrio. É esse equilíbrio que a peça sonora intitulada Acédia possibilita questionar. Um som, cujo contexto intrínseco é lhe retirado – toda a sua dinâmica é posta em causa, mantendo apenas um elemento em funcionamento. Trata-se do som de uma série humorística (sitcom), onde toda a acção foi «apagada», mantendo apenas as gargalhadas que, como síntese dinâmica revelam o seu lado maquinal. Porém, para esta peça ser percepcionada teremos de entrar num aparato, num mecanismo, e ficar expostos a uma luz que nos tornará num foco de atenção; mas que, ao mesmo tempo, tem por resultado uma inconsequência.
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Na instalação de vídeo Void, duas personagens aparentemente deslocadas em relação a uma paisagem enfrentam-se num “jogo” de reflexos que pode ser entendido como uma alegoria aos desajustamentos de poder que as relações amorosas não deixam de comportar. Um jogo de luz e sombra numa ideia de dispositivo sempre a funcionar em intermitência. A ironia da imagem recorrente de uma atitude sobretudo panfletária a que se re-corre a todo o momento para promover uma qualquer panaceia milagrosa, não passa despercebida. As duas personagens do trabalho de Israel Pimenta têm um ar desgastado e descomposto, tal como descomposta nos poderá parecer a máscara desgastada dos paraísos artificiais que nos incutem.

Junto a uma fronteira, estas duas personagem correm para o que parece ser um encontro. Mas tal como muitas das vezes na vida, corre-se em frente para perceber que o que se fez, foi correr para um lado. Tenta-se apreender o reflexo com uma ideia de habilitação do tipo: quanto mais, mais. E insiste-se...
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Remocratie é uma instalação de vídeo composto por três momentos em simultâneo. Num primeiro momento, visionamos um ambiente seco onde algo se queima. Não se vislumbra o fogo, mas onde há fumo... Ter esta ideia de consumição pelo destrutivo poder do fogo parece-nos essencial e de certa forma serve de interligação aos outros dois momentos. No segundo momento, a estátua ícone da liberdade é confrontada por um vulto que assume uma posição, também ela iconográfica mas de antagonismo: a pose de revindicação que por um obscurecimento tem semelhante figura no terrorismo, confronta o ícone com o ícone. A ideia principal que retemos é o da confrontação. Já o terceiro momento, parece ser o mais pacífico, voltamos ao lugar onde a consumação teve efeito para encontrá-la sanada. Porém a cicatriz serve-nos de memória do primeiro momento, onde agora floresce uma série de elementos vegetativos num ambiente abundantemente preenchido.
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Presentation Run (Marking Space) é uma vídeo-projecção, onde se vê um personagem que caminha num trajecto por várias paisagens, carregando numa das mãos uma pedra. Em todo este trabalho existe uma tensão que em muito advém de não nos serem facultadas as intenções do indivíduo, a utilidade do objecto que ele carrega, ou o seu destino final. Permitem-nos assim, na estância que o autor nos coloca, sermos os agentes definidores da story daquele personagem, imaginando o preenchimento dos espaços em «branco» que nos é facultado. Estarmos com a nossa imaginação permite desbloquear. Numa situação de tensão pedem-se soluções imaginativas.
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na Galeria Reflexus-Arte Contemporânea
até 15 de Dezembro
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05 dezembro 2007

Conferências no fim da semana

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No Laboratório das artes.
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07 DEZ, sexta, 22h00
Inês Moreira
"Átrios, salas e corredores: práticas e projectos para além da representação".
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08 DEZ, sábado, 17h00
Isabel carvalho
"Sloppy, sopping & submerged, Vol. I"
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04 dezembro 2007

Salão Olímpico: 2003 – 2006

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Salão Olímpico: 2003 – 2006
por
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Miguel Amado:
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"No Verão passado, o suplemento “Ípsilon” do jornal Público dedicou sete páginas ao que designou por cena artística ´off`, ´indie`, ´undeground `, do Porto. Apesar de a reportagem pecar por tardia, já que a dinâmica dos espaços expositivos alternativos ao circuito comercial verificada no Porto é, desde inícios desta década, um fenómeno evidente, saliente-se o interesse demonstrado por um órgão de comunicação social mainstream por um assunto circunscrito ao especializado círculo das artes plásticas. Um dos responsáveis por esta conjuntura – e, de acordo com algumas opiniões, provavelmente pela sua corrente desaceleração ou, pelo menos, menor eficácia – foi o “Salão Olímpico”, cujo ciclo de exposições desenvolvido na cave de um café da Rua Miguel Bombarda, entre inícios de 2003 e fim de 2005, chamou a atenção para um conjunto de artistas, maioritariamente formados no Porto, que tomaram em suas mãos os meios de produção necessários à apresentação pública do seu trabalho. É certo que o “Salão Olímpico” seguiu os passos anteriormente dados por outras estruturas informais e que, entretanto, outros colectivos surgiram, pelo que a sua existência e o motivo da extinção da sua actividade apenas reflectem as vivências de um dado contexto. Contudo, note-se que o “Salão Olímpico” sempre ocupou um lugar central nesta situação, razão pela qual suscitou o interesse de duas instituições, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, e o Centro Cultural Vila flor, em Guimarães, que promoveram a exposição “Busca Pólos” (dividida em duas partes, a primeira em Guimarães, a segunda em Coimbra, no Pavilhão Centro de Portugal), sintetizadora do modus operandi do “Salão Olímpico”. Na sequência deste evento, no qual os responsáveis do “Salão Olímpico” – Carla Filipe, Eduardo Matos, Isabel Ribeiro, Renato Ferrão e Rui Ribeiro (os quatro primeiros artistas) – expuseram, a par de alguns dos seus compagnons de route, que convidaram a também expor (tal como faziam no “Salão Olímpico”) editou-se Salão Olímpico: 2003 – 2006, espécie de livro memórias do projecto.
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De grande formato e com um grafismo radical chic, evocativo da estética da fanzine, assinado por Pedro Nora, as quase 400 páginas – maioritariamente a preto e branco – desta publicação contam a história do “Salão Olímpico”, bem como da exposição de Guimarães e Coimbra. Organizado por José Maia, um dos vários cúmplices do “Salão Olímpico”, o livro passa em revista o projecto através de uma entrevista – por este conduzida – com os seus membros, de uma reflexão de natureza sociológica de Sandra Vieira Jurgens e da documentação visual, acompanhada por pequenas notas, escritas por Gisela Leal, acerca das múltiplas exposições realizadas e das obras expostas em “Busca Pólos”. Apesar de o ensaio abordar, superficialmente, demasiados temas, deixando por aprofundar a trajectória, os objectivos e o impacto do “Salão Olímpico”, e de as sinopses serem muito descritivas e pouco analíticas, ambos os contributos constituem uma mais-valia crítica. Esta é excelentemente complementada pela conversa com os membros do “Salão Olímpico” que, embora descurem alguns assuntos polémicos que marcaram a sua existência e recentes debates suscitados pela associação às duas instituições promotoras de “Busca Pólos” e do próprio livro, traçam uma panorâmica não só sobre a sua experiência mas também sobre as vicissitudes do fazer artístico em Portugal.
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O livro completa-se com imensos documentos – como a reprodução integral das revistas editadas pelo “Salão Olímpico” – e outros textos. Infelizmente, estes pouco concorrem para a sua qualidade: desde as diletantes divagações por assuntos marginais ao tópico do livro, protagonizadas por Ricardo Nicolau e João Sousa Cardoso, até à ininteligível introdução de Ivo Martins, programador do Centro Cultural Vila Flor, pouco mais há a aproveitar na publicação em termos de ensaística. Resta, então, dar palavra aos artistas para resgatar o livro desta falta, pois foi sempre deles a melhor voz: “Estávamos, e continuamos, interessados na singularidade do discurso que cada artista e cada obra nos propõe. (…) Para mim isto tem sido um trabalho de fé, de amizade e de compromisso com os meus amigos e com o meu tempo”
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L+ Arte (Livros & Net), nº 43
Dezembro 2007
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02 dezembro 2007

penúltima, por cedofeita

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Ficam os registos da penúltima intervenção no Projecto Apêndice.
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por
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Sónia + Arlindo
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01 dezembro 2007

pela cordoaria,

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Segundo o catálogo da exposição, terminou hoje, na reitoria, Pack. Esta exposição mostrou os trabalhos criados durante o corrente ano de mestrado em práticas artísticas contemporâneas. e como qualquer exposição de fim de ano, não prima pela coerência. não houve tb surpresas, os trabalhos apresentaram-se numa continuidade, numa pesquisa.
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já aqui tinha mostrado imagens de comparência e mérito e s/título,

lembro mais algumas, nos posts seguintes:

horror vacui

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Horror vacui
de
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José Almeida Pereira
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expedição

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Expedição
de
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Eduardo Matos
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prótese

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Prótese
de
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Maria Mire
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olha, sou eu e a minha mãe, 1º & 2º vol

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Olha, sou eu e a minha mãe, 1º & 2º vol
de
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Alice Geirinhas
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monte de cunhas

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Monte de cunhas
de
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João Marçal
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