22 junho 2009

amanhã, 23 de junho, porto

a concluir um ciclo que apresentou exposições de nyok-mei wong e eric reyes-lamothe, chegam agora  ao espaço uma certa falta de coerência os CALHAU! 

o projecto osso occo inclui a projecção do seu mais recente filme, um concerto e ainda a primeira exposição oficial da dupla (que pode ser visitada todos os sábados das 15h30 às 17h, até dia 25 de julho). 

recomenda-se a visita à inauguração já amanhã, a partir das 17h, na rua dos caldeireiros 77, uma vez que as apresentações ao vivo (filme e concerto) decorrem apenas no início da noite de s. joão. e não podia haver melhor maneira de celebrar o arranque da festa... 


a dupla CALHAU! (Marta Ângela e João Alves) tem desenvolvido os seus projectos desde 2006, apresentando trabalhos onde se cruzam fundamentalmente a música, a performance e o cinema. fortemente marcadas por uma abordagem criativa que recusa o marasmo das convenções, as suas obras convocam dinâmicas variadas, desde os mais diversos espectros do psicadelismo às visitas a múltiplas formas de experimentação – sem esquecer os ambientes rurais. o projecto Osso Occo convida-nos a navegar sobre a força e energia sem as quais não existe criação, nem arte.

18 junho 2009

sexta, 19 de junho, porto

joão marçal
abstract


A exposição “Abstract” que estará patente na galeria MCO a partir de 19 de Junho, apresenta uma série de pinturas a acrílico sobre tela, todas elas de formato panorâmico. O título da exposição “Abstract”, pretende jogar com o duplo sentindo que esta palavra pode ter na língua inglesa. Se por um lado, a ideia de “abstracto” no contexto da arte é importante para definir e identificar estas pinturas, por outro, a leitura de “abstract” como sumário, ou resumo de algo com mais desenvolvimento ou complexidade, é igualmente necessária para o conceito desta exposição. 

Estes quadros, na sua aparência, estabelecem uma estreita afinidade com os parâmetros do formalismo abstracto americano dos anos 60, do mesmo modo que se podem estender a uma série de problemas de ordem económica e social, em particular do contexto português actual. As faixas de cor sólida que percorrem todas as paredes da galeria, partilham a sua autonomia enquanto formas (figuras) da pintura, com uma ténue sugestão de representação figurativa, uma espécie de significado subliminar. De certo modo, torna-se quase impossível não associar estes longos rectângulos horizontais, a uma paisagem urbana que faz parte do quotidiano do mais comum dos cidadãos portugueses. Esta instalação (e também cada peça em particular) tem também por isso um carácter de site-espefic, uma vez que o reconhecimento dos vários níveis do trabalho pressupõe uma memória colectiva, uma familiaridade com certas formas e combinações de cores que, neste caso,  marcam a sua presença nas fachadas de agências bancárias e nos mais comuns transportes públicos do território português. 

Resumindo, o múltiplo sentido de “abstract”  sublinha toda a ambivalência que define a génese deste trabalho. Apesar de uma forte ligação aos ícones da pintura abstracta formalista, neste caso específico às obras panorâmicas do americano Keneth Noland, aqui pretende-se contrariar o mito de uma abstracção totalmente autónoma e pura, alheada de todo um contexto exterior, indiferente a qualquer interpretação. Nestas obras, a abstracção não é sinónimo de destruição de toda a significação, estas formas pretendem-se prenhes de significados que se devem desdobrar infinitamente, sempre indissociáveis da subjectividade das interpretações, das experiências individuais. A instalação “Abstract” apresenta-nos um jogo de tensões entre autonomia e interdependência; estas pinturas não são objectos estáticos e contemplativos, pois dão privilégio a uma relação activa com o espaço e tempo, relação esta que estende ao exterior da galeria e  à experiência do quotidiano, estão até abertas a possíveis narrativas.

Ao apropriar-se de um universo formal oriundo dos placards luminosos dos mais democráticos bancos portugueses ou do exterior de transportes públicos como o metro, o comboio e o autocarro; Abstract” age de modo subliminar como uma síntese de acções, deslocações, problemas financeiros pessoais ou crises económicas generalizadas; é uma abstracção sempre à mercê das mais diversas contingências. 

João Marçal


Esta exposição pode ser visitada até 22 julho, de 2ª feira a Sábado das 14h às 19h, também por marcação. mco arte contemporânearua duque de palmela 143, porto.




22h30 - a sala
pedro & diana 
desarrumação

o globo tropeça no tambor e quer dormir na nossa cama
não há sítio onde pôr os pés - como é que se toma posição?
o copo está em risco de se partir
bebe-se come-se mas quem é que lava a loiça?
que preguiça de arrumar o quarto
em que gaveta é que puseste as lutas?

a sala, rua do bonjardim 225, 2º, porto.




fica igualmente o aviso: 
na terça feira 23, a celebrar o arranque para a noite de s. joão, inaugura OSSO OCCO, proposta dos CALHAU! integrada na programação do espaço Uma certa falta de Coerência. decididamente, a não perder! mais detalhes em breve.


11 junho 2009

horário do entroncamento

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eNTRONCAMENTO
avenida 211 / 1-esq
lisboa

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Horário desta semana:
11 - quinta
12 - sexta
13 - sábado
14 - domingo

---> das 15h / 20h
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Patente até ao dia 28 de junho
Contacto: 962311170 (Carla Filipe)
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Exposição com:
Arlindo Silva, Carla Filipe, Isabel Ribeiro, Manuel Santos Maia, Mauro Cerqueira, Nuno Ramalho & Renato Ferrão, Susana Chiocca
Sala de Leitura (Livros e textos de artista + arquivo):
André Sousa + Pedro Magalhães, Carla Filipe, Isabel Ribeiro, João Sousa Cardoso + Daniela Paes Leão, José Almeida Pereira, Manuel Santos Maia, Mauro Cerqueira, Samuel Silva.
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10 junho 2009

sábado à tarde

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[Embankment #6]
no
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Espaço Campanhã,
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inaugura 13 de Junho 2009
[patente até 27 de Junho]
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O colectivo Embankment é um núcleo onde convergem outros núcleos. Os projectos que foram apresentados são resultado de experiências muito específicas, nas quais se interceptam pessoas, conhecimento, referências, modos, espólios e arquivos. Por isso a importância e a tentativa de constituir o [Embankment Archive] e o [Embankment Text] que acompanham consecutivamente as mostras.
O [Embankment #6] pretende ser um encontro planeado em sessões que conjugam interesses, ligações, redes de investigação e pensamento que estejam disponíveis a testes e a implantações. A partir de um dispositivo de apresentação especialmente criado para o armazém Espaço Campanhã, que contemplará todo o tipo de mecanismos de reprodução+gravação+feedback, convidamos esses tais “outros núcleos” a participar e a intervir. Estes são efectivamente para nós referência, fôlego e mantimento.
Esta mostra compreenderá então o convite a projectos que actuarão perante o dispositivo por nós realizado com o intuito de sublinhar “modos de operar” com os quais nos identificamos. No conjunto será assumidamente uma experiência de cruzamento, de intensificação e de recorte.
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Mais informação: AQUI
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04 junho 2009

sábado, 6 de junho, lisboa


exposição colectiva

eNTRONCAMENTO
Avenida 211
Avenida da liberdade, nº 211 – Lisboa
inauguração 6 de Junho , 21h30
Sábados e Domingos de Junho (dias 7, 13, 14, 20, 21, 27 e 28) das 15h00 às 20h00

PROGRAMA

6 de Junho

22h00
Indicadores de acção
performance de Susana Chiocca

7 de Junho

15h00
Conversa sobre alguns dos espaços independentes do Porto: Salão Olímpico, A Sala, Projecto Apendice, Recursos Humanos, Espaço Campanhã.

18h00
(Sala Bébé)
Mostra de vídeo-performance de Mauro Cerqueira.

No próximo dia 6 de Junho às 21.30, no espaço Avenida 211 em Lisboa, inaugura a exposição eNTRONCAMENTO, com Arlindo Silva, Carla Filipe, Isabel Ribeiro, Manuel Santos Maia, Mauro Cerqueira e a dupla Renato Ferrão + Nuno Ramalho.
Haverá uma Sala de Leitura com livros e textos de artista, com propostas de André Sousa + Pedro Magalhães, Carla Filipe, Isabel Ribeiro, José Almeida Pereira, João Sousa Cardoso, Manuel Santos Maia, Mauro Cerqueira, Nuno Ramalho, Susana Chiocca, Renato Ferrão, entre outros.

eNTRONCAMENTO indica um encontro, uma reunião onde é apresentado o trabalho de um conjunto de artistas. É um encontro que possibilita e que se desencadeia na existência de uma acção expositiva. Não existe um papel curatorial, nem o objectivo de enunciar um tema, mas sim o de salientar certos percursos e dar continuidade ao processo de trabalho de cada artista.

O factor expositivo é tão importante quanto o factor de criação, se um é a passagem do virtual ao objectual o outro é a transposição, desvirtualização para o espaço expositivo.

Existe um fio condutor, que passa pela reunião de um grupo de autores que se têm cruzado, frequentemente, ao longo do seu percurso artístico, muitas das vezes em espaços independentes, a maioria dos quais na cidade do Porto. Daí, esta exposição acontecer num espaço como o Avenida: é um lugar que apriori já é familiar.

A escolha dos artistas surge pela familiaridade e proximidade com o seu corpo de trabalho, desde o atelier ao espaço expositivo. Não se trata de um colectivo, mas sim uma espécie de lugar de pertença a quem organiza este evento.

eNTRONCAMENTO indica também uma localidade no centro do País, um desvio geográfico que marginaliza um papel de identidade ou de naturalidade. Dando evidência ao discurso individual de cada artista.

eNTRONCAMENTO é um projecto de Carla Filipe.

01 junho 2009

Carla Filipe (1/3)

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desenhos de Carla Filipe
in
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Hospitalidade
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exposição comissariada por Miguel Von Hafe Pérez
com: Carla Filipe, Mafalda Santos, Miguel Palma e Alberto Carneiro
no Hospital de S. João
até 24 deste mês
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