27 outubro 2007
the landsc apes
koudlam & cyprian gaillard (aka the landsc apes)
partindo da exploraçao sobre o encontro entre música e artes visuais, que dá forma ao projecto 'super', aqui fica o registo da performance de koudlam tendo como pano de fundo um dos trabalhos de video do jovem parisiense cyprian gaillard.
este artista explora ideias em torno do vandalismo, violência, urbanismo e decadência, entre outros tópicos familiares da arte contemporânea que todos temos aprendido a amar. este segmento é a primeira das três partes que compoem o video 'desniansky raion' (2007, 30'): dois grupos de hooligans em confronto directo, filmados a partir de um edifício num subúrbio russo.
o resultado pode ser visto como um fresco sobre a batalha, e é esse sentido épico que verdadeiramente impressiona. parece-me clara a relaçao com análises semelhantes encontradas ao longo da 'história' da arte; outros trabalhos do autor entram em diálogos directos com o mesmo legado.
mais esforçada (também porque insistentemente anunciada em todo o material sobre o artista) será a incorporaçao do legado de robert smithson sobre o conceito de entropia: movimento de transformaçao de qualquer sistema que tendencial e inevitavelmente desemboca no caos. (nota: smithson é uma espécie de artista 'à prova de bala'...)
uma carreira em ascençao, sem dúvida; a seguir com atençao? ou como sugeriu renée green numa conversa recente, que tipos de arte 'política' se encontram actualmente legitimados pela circulaçao mediática e institucional? qual é a origem e natureza desse encontro?
25 outubro 2007
"era um homem" n'a Sala, por João Giz

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A Sala
apresenta
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era um homem
(da série "desenhos de desenhar o chão")
de
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João Giz
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n' a Sala
Rua do Bonjardim, 235 2º
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Dia 27 de Outubro às 22h30
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"era um homem onde não havia homem
numa casa com sala voltada para a rua
de uma cidade já sem rua nem homem para habitar."
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24 outubro 2007
allora & calzadilla
allora & calzadilla, sediments, sentiments (figures of speech)
espuma, gesso branco, som
© autores
jennifer allora (eua, 1974) e guillermo calzadilla (cuba, 1971) trabalham juntos desde 1995, em porto rico. já passaram pelos sítios do costume: bienais de s. paulo, veneza, istambul, lyon e a do museu whitney, bem como pela tate modern, o walker art center, a serpentine gallery ou o palais de tokyo. agora, o seu trabalho pode ser visto nas galerias walter & mcbean do san francisco art institute, cuja programaçao, já aqui o anunciei, está a cargo desde há um ano do comissário chinês hou hanrou. reunindo um grupo (2004/2007) de 6 trabalhos em video bem como a instalaçao que dá nome à exposiçao, 'sediments/sentiments (figures of speech)' pode ser visitada até 15 de dezembro. e vale bem a pena faze-lo.
deixo aqui imagens da peça central, que na inauguraçao foi palco de uma performance levada a cabo por alunos do conservatório de música de s. francisco. os alunos interpretaram musicalmente excertos de discursos políticos proferidos pelos inevitáveis george w. bush ou saddam hussein, passando igualmente pelas palavras do dalai lama ou de martin luther king, jr. (o que me levou a abandonar um projecto em que estava a trabalhar e que era muito próximo deste gesto, mas isso é outra conversa...)
os sons resultantes dessa actuaçao foram registados e podem agora ser ouvidos, partindo do interior da peça. note-se que no momento da performance os próprios intérpretes estavam deitados em 'túneis', partes integrantes da enorme massa escultórica que ocupa a maior parte da galeria. os artistas encerram assim uma exploraçao pelas intersecçoes entre militarismo e som, vistas à luz omnipresente do panorama bélico em que o mundo se vai reconhecendo. a articulaçao da escultura com aspectos sonoros parece ser igualmente essencial para estes artistas.
desta peça central, as sugestoes amalgamadas emergem com uma impressionante presença dinâmica: para quem entra na galeria, o primeiro encontro do olhar com a peça dá-se a partir de uma estrutura semi-circular (uma roda? de quê?), um objecto do desenho, vontade e domínio humano. desse referente, já em rota de colisao com um naturalismo, somos imediatamente absorvidos pela instalaçao - e aqui nao quero deixar de referir: para mim, esta exposiçao pode ser vista como uma liçao sobre montagem num espaço perigoso...
nao há separaçao entre este encontro inicial com o objecto partido e os pedaços de massa geológica que imediatamente evocam o trabalho de caspar david friedrich sobre o gelo. outras sugestoes vao aparecendo, como a ideia de bunker e, acima de todas as possibilidades, a associaçao com algo violento, de carácter explosivo, é inevitável.
a parte menos conseguida do projecto talvez seja mesmo aquela que é desempenhada pelo som: tecnicamente, falta timbre, nitidez; pelo contrário, sobra presença e repetiçao, que apenas parecem dar lugar a uma certa irritaçao tangencial, nada referente a um p®opósito em si. ou seja, dadas as tais condiçoes 'perigosas' do espaço expostitivo, o som vai esbarrar contra os seis videos projectados, também eles usando o som nao só enquanto esperada consequência ou apêndice do processo videográfico mas, com mais frequência, como matéria fundamental das obras. ora quem é referido no desdobrável que acompanha a exposiçao pelo peso que o som supostamente detém nos trabalhos, a meu ver falhou no tratamento desse aspecto, mas uma segunda visita pode ajudar a perceber melhor se o objectivo passa por uma cacofonia enquanto desconcertante fio condutor para os trabalhos de allora & calzadilla, ou nao.
marcado está, portanto, o regresso à exposiçao para ver os vídeos com outra concentraçao. o que eventualmente me fará voltar à carga aqui no sombra chinesa, a propósito dos mesmos. já agora, e para completar a agenda de intençoes, ficam alinhados alguns bons motivos: no dia 26, quinta-feira, jeff wall em discurso directo no sfmoma a reboque da inauguracao da sua retrospectiva; aproveito a boleia justificada para ver'take your time' de olafur elliasson, que, desconfio, nao me vai demorar muito tempo a visistar mas deve dar material para um belo texto de repulsa...
mais à frente, no primeiro fim de semana de novembro, regresso a los angeles para ver, sobretudo, a primeira grande exposiçao (adoro estes epitáfios promocionais!...) do belga mais mexicano que existe, dito francis alÿs, no hammer museum.
finalmente, a chamada falta de tempo e disposiçao funcionam como desculpas para ainda nao ter visitado o grupo inaugural de exposiçoes desenhadas por jens hoffmann para o wattis institute - entre as quais se inclui a do 'protegido' tino sehgal, alvo de uma retrospectiva com duraçao prevista até dezembro de 2015. para os que ainda nao sabem, hoffmann convidou (e fez muito bem) a dupla joao maria gusmao/pedro paiva a participar numa das exposiçoes por si comissariada, pelo que s. francisco vai ter direito à prata da casa já em fevereiro ou março do ano que vem. enfim, espero ter unhas para estas guitarras todas.
23 outubro 2007
Projecto Apêndice apresenta Bruno Diogo

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Projecto Apêndice
apresenta
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O homem do lixo
instalação de
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Bruno Diogo
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dia 03 (Sábado) de Novembro às 16h00
a exposição ficará patente até 16 de Novembro.
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e ainda, no mesmo dia, pela mesma hora:
O incêndio
21 outubro 2007
17 outubro 2007
em Adolfo Casais Monteiro
16 outubro 2007
Morro, no fim

Terminou ontem as intervenções de vários artistas na exposição/work in progress Morro no Projecto 207.
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Por lá passaram:
Pedro Barateiro, Hugo Canoilas, Vasco Costa, Nuno Faria, Teresa Gillespie, André Maranha, Pedro Tropa, Francisco Tropa, Ruben Santiago, Sancho Silva e Miles Thurlow.
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Espera-se, agora, a edição em DVD por Nuno Faria e Pedro Tropa em torno deste projecto.
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10 outubro 2007
em Duque de Palmela
(Get out of bed and prepare for work)
de

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Conferência, amanha
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11 de Outubro, quinta-feira, pelas 15h
no Auditório principal, ESAD (Caldas da Rainha)
Conferencistas:
apresentará um pequeno ensaio de sua autoria, acerca das relações que a arte estabelece com o mundo.
Pedro Cabral Santo, Professor na ESAD:
apresentará uma reflexão em torno do artista e do seu lugar no mundo.
Carolina Rito, Curadora:
apresenta-nos o trabalho que tem desenvolvido. E apresentará a sua perspectiva de como a arte se inscreve no mundo.
Manuel Santos Maia, Artista Plástico:
na qualidade de artista plástico, falar-nos-á do seu trabalho e percurso. Apresentar-nos-á também a actividade dos jovens artistas na dinamização do panorama artístico portuense.
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Moderador:
Phillip Cabau, Professor da ESAD
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09 outubro 2007
XYZLAND tour

Aqui fica uma visita à exposição XYZLand de André Sousa, no Spike Island project space em Bristol, que continuará em construção, mesmo depois da inauguração:
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Ficamos a aguardar desenvolvimentos.
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05 outubro 2007
Projecto Apêndice apresenta Pedro Amaral
A inaugurar o último módulo, que durará até Dezembro:
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Projecto Apêndice
apresenta
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Apendix Axis Glam (if Dalilah wasn´t there)
instalaçãode
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Pedro Amaral
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dia 15 (Segunda-feira) de Outubro às 18h00
a exposição ficará patente até 30 de Outubro
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Pedro Amaral apresenta
Apendix Axis Glam (if Dalilah wasn´t there)
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"Salomónica, fálica, cósmica, triunfante, cristalina, brilhante, ascencional, a coluna sustenta, assim fixada no exacto ponto médio do espaço hexagonal, o frágil templo que temporariamente a acolhe. Contraforte das festivas promessas filisteias, penetra ambos, terra e céu, chão e tecto,
estrategicamente determinada a perpetuar a sua debilitada relação cartesiana. É um apêndice disfuncional menor - uma arma que encandeia mas não mata - de um apêndice ritual maior - a arena de uma batalha inconclusiva."
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Projecto Apêndice
C. C. de Cedofeita, Loja 100 - piso inferior
Porto
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bombarda
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.Do texto de exposição (Sandra Vieira Jürgens):
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"A trajectória de Gustavo Sumpta ocupa uma posição singular no panorama artístico. Desde o começo manteve uma liberdade de actuação que se estendeu a campos como o teatro, o cinema e a performance e, no campo das artes plásticas, goza igualmente de uma posição não canónica. A sua prática não se circunscreve a uma disciplina nem ao domínio dos suportes mais reconhecidos no meio e torna-se sempre esquiva a catalogações.Gustavo Sumpta não é um performer imerso no campo da arte contemporânea, mas um criador visual que busca deliberadamente o plano performativo para resgatar a vitalidade e a energia da criação artística. A sua obra traduz experiências vitais, cumplicidades fluídas entre estados de desassossego e quietude, de tensão e prudência, que consistem em experimentar os limites, o peso e a leveza, de uma relação sensível e intuitiva com o mundo. (...)"
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02 outubro 2007
bombarda
Só temos o passado à nossa disposição. É com ele que imaginamos o futuro.
Eduardo Lourenço, 1997
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.Do texto de exposição (Paulo Mendes):
"(...) um conjunto de novos trabalhos onde a fotografia e a pintura se complementam em imagens que questionam o papel das artes plásticas na representação e ao serviço do poder politico.O retrato foi sempre um tema recorrente na pintura.
Que valor iconográfico e de relevância politica podemos hoje retirar ao olhar para retratos de Salazar e de outras figuras da sociedade portuguesa de diferentes épocas?
Ultrapassadas pelo avanço da história essas representações estão agora armazenados em esquecidos acervos de museu, como adereços de uma peça fora de cena. Abandonados os lugares da sua exposição pública, arrastados pela perda da importância politica dos representados ficam agora depositados entre outros retratados actualmente anónimos, entre cartões e máquinas de climatização na tentativa de preservar a representação de uma história pública.Numa sociedade de brandos costumes, este lento apagar da memória corresponde a uma amnésia colectiva."


.na Galeria Reflexus - Porto
até 03 de Novembro
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bombarda
.de
Miguel Leal

.Dado no olhar
O percurso em Saturno não é circular como nos anéis do planeta, mas é no fim da primeira volta pela exposição que se percebe a força gravitacional que atrai os trabalhos:
os dados na cavidade ocular de uma caveira. o lugar do olhar.
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o dado: uma ferramenta nos jogos de azar, de resultado aleatório - é aqui uma possível metáfora à “selecção do olhar”, uma selecção que é sempre individual e quase sempre intuitiva; o elemento que nos permite lançar o olhar para uma outra vaza, por exemplo: pensar ambos os vídeos como se de pintura se tratasse.
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“O título da exposição não deixa de evocar a mitologia grega, os misteriosos anéis de Saturno e, principalmente, as festas Saturnais, na Roma antiga, em que se suspendiam as actividades quotidianas ligadas ao trabalho e o jogo era permitido a todos, mesmo aos escravos. Organizadas em data próxima ao solstício de Inverno, as Saturnais resultavam numa semana em que se comia, bebia e se dava largas a todo o tipo de licenciosidades, numa inversão temporária da ordem social que não chegava, contudo, a subvertê-la.
(…)
Muitas das imagens (vídeo) foram realizadas nos locais onde viveu Ibn Quasî, mestre Sufi do séc. XII, acrescentando um outro nível de leitura a estas peças.”
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na galeria Fernando Santos - Porto

















